Minha vida daria um livro - Parte 3

No trabalho, comecei a ter mais responsabilidades devido uma pessoa que saiu. Assumi os clientes dela. Com isso, criei coragem e expliquei a situação para meu gerente. Falei que assumi mais responsabilidades, e que estava passando por dificuldades em casa por conta do aluguel. Ele entendeu, e me ajudou. 
Ainda assim, com menos preocupações financeiras, ainda me sentia triste e armagurada. 
Comecei a gostar de um colega do trabalho. E eu achava que ele sentia o mesmo por mim devido à algumas atitudes dele. Porém quando disse a ele o que sentia em formato de um texto já que não tinha coragem de dizer pessoalmente, ele me falou que gostava de mim mas somente como amiga. Aquilo foi meu fim. Mais raiva e ódio cresciam dentro de mim. Mais triste eu me sentia. Deixei até de falar com ele. 
Cada vez mais eu me sentia pessima por dentro. Era uma vazio tão grande dentro de mim. Uma tristeza que me consumia por dentro. Eu não tinha forças para fazer mais nada. Eu ia trabalhar para não ir morar na rua. Não dormia direito, e minha única vontade era de morrer. 
Em janeiro de 2019, minha mãe, ex obreira e que vivia brigando comigo quando eu estava na igreja como você leu na segunda parte, começou a ir na igreja com meu padrasto. Ela até se batizou, e ficava me chamando para ir com ela. Eu nunca ia. Certa vez ela ficou uns dias sem ir, e uns obreiros foram em casa.  Ela estava dormindo pois estava dopada de remédio (ela tem muitos problemas de saúde, muitos mesmo). Eu atendi os obreiros, e eles me reconheceram. Perguntaram o que havia acontecido que eu havia sumido, e no início eu não tive coragem de falar. Mas depois de muito insistirem, desabafei. Falei tudo que tinha acontecido. E eles falaram para eu lembrar da jovem que eu era. Dai, comecei a chorar. Falaram para eu lembrar daquela Keila que servia a Deus. Mandaram eu lembrar do primeiro amor. E eu só consegui chorar. Eu podia até ter raiva da igreja, dos obreiros, mas eu sentia falta de como era. De como era ajudar na Obra de Deus. Aquilo me fazia tão feliz por mais difícil que fosse. Depois que eles oraram por mim e foram embora, fiquei uma semana sem ir na igreja mesmo prometendo a eles que iria. No domingo seguinte, eles levaram a obreira que havia me repreendido. Eu mal conseguia olhar para ela, mas ela pediu perdão. E lavou meus pés. E eu a perdoei e perdi perdão por sentir raiva dela. Naquele momento me senti aliviada. 
Na quarta feira seguinte, eu havia chego tarde do trabalho e estava tomando banho quando minha mãe e meu padrasto já esperavam o obreiro (mesmo obreiro que conversou comigo) que os levava de carro a igreja, já que agora morávamos longe e minha mamis tem problema no joelho. De repente, do nada me deu uma vontade grande de ir para a igreja, e eu gritando banheiro perguntando se eu poderia ir com eles. 
No mesmo dia, parecia que a reunião era para mim. Chorei tanto. E o pastor chamou quem queria se entregar para Deus e depois da reunião ele iria batizar na aguas. Eu fui sem pensar duas vezes. Nem havia levado roupa ou toalha. Estava somente com a roupa do corpo, mas decidida a sair daquela vida. 


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